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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Problemas com funcionamento do passe escolar biométrico são constatados em Campina Grande

Estudante alega problemas na hora de realizar a identificação biométrica nos ônibus

Texto: Abdon da Silva

Foto: Reprodução / Portal Paraíba Bus
No início deste ano, o Sindicato das empresas de transportes e passageiros de Campina Grande (SITRANS) realizou o recadastramento do passe escolar para estudantes e universitários da cidade. Como novidade, foi adotada a identificação biométrica. Esta visava rapidez no pagamento das passagens. Com a biometria, seria desnecessária a apresentação do cartão ao motorista, além de coibir seu uso por parte de terceiros (a não ser pelo próprio portador). Porém, a inovação tem causado problemas para vários usuários.


Diversos estudantes que usam o serviço alegam que ocorre problemas no momento em que pagam suas passagens. Isso por que, ao aproximar um dos dedos no espaço reservado, o validador demora a fazer a leitura da impressão digital ou não consegue fazê-la. Com isso, o passageiro se sente obrigado a solicitar a liberação ao motorista. 

Estudante usuário do transporte coletivo 
(Foto: Abdon da Silva)
Situação vivida por Mateus Siqueira, de 18 anos, estudante de administração pela UEPB. “Eu acho que é um processo que leva um grande gasto de tempo, além de causar constrangimento quando ocorre um erro”. Em seguida, detalhou este constrangimento. “Este problema atrasa o andamento da fila para a entrada dos passageiros”, disse. Sobre uma sugestão para eventual solução do problema, Mateus sugere que o pagamento da passagem limite-se apenas ao uso o cartão, extinguindo assim o uso da biometria. “A solução seria retirar a biometria. Com absoluta certeza, esta mudança iria acelerar o processo e chegaríamos ao lugar desejado de maneira mais rápida”, frisou.

Procuramos entrar em contato com Anchieta Bernardino, diretor institucional do SITRANS. Porém, não foi obtido êxito.Vale lembrar que qualquer denúncia desta natureza pode ser feita diretamente ao sindicato através do telefone 3341-6788. Caso prefira, o usuário poderá dirigir-se à sede do SITRANS, na rua Irineu Jófilly, nº  227 - centro, ou no centro de atendimento do Vale Mais Card no Terminal de integração, situado às margens do Açude Novo.

Abandono de animais em Campina Grande

Texto / Fotos: Débora Marx

Quando um cachorro ou gato aparece em filmes, livros ou seriados a procura por sua raça aumenta consideravelmente, inúmeras pessoas movidas por impulso acabam comprando e levando pra casa os filhotes, que com o passar do tempo exigem certos cuidados. O dono, percebendo o tempo e o dinheiro que precisam direcionar ao animal, quase sempre, o abandona.


Seja levado por isso ou por milhares de outros motivos, o fato é que a cada dia o número de animais abandonados cresce, e brevemente as cidades, assim como Campina Grande, não terão estrutura pra comportar o numero de bichos vagando sem rumo, muitas vezes machucados, com fome e sede.

Segundo Selma Pinheiro, responsável pela ONG Adota Campina, em alguns bairros periféricos da cidade, o número de animais abandonados é tão alto que chega a prejudicar a população da localidade. Sem nenhuma ajuda de custo a ONG mantém 40 animais entre cachorros e gatos, com um gasto mensal de aproximadamente R$: 3.000.   


Assim como na Adota Campina, o Centro de Zoonoses também não possui estrutura para receber mais bichos. Com capacidade para suportar 90 animais o Centro já conta com uma população de 425, incluindo animais de grande porte como jegues e cavalos que para Rossandra Oliveira, coordenadora do local, colocam a população em risco se não forem recolhidos das BR’s e vias, pois podem causar acidentes graves no trânsito.

Ao chegar a um desses dois pontos os bichos passam por uma triagem e pelos cuidados necessários, responsabilidade que fica a cargo de um médico veterinário. Depois seguem para a adoção; ponto de extrema dificuldade, pois as pessoas, segundo Rossandra, tendem a optar por filhotes, dificultando a saída dos cães e gatos. 

Como solução, Selma Pinheiro frisa: “Carrocinha e eutanásia não são alternativas”, para ela, a prefeitura municipal tem verba suficiente destinada a essa causa e podia iniciar a aplicação dos recursos com medidas como o oferecimento de castrações gratuitas e campanhas de conscientização sobre as consequências de abandonar um animal na rua.

“Quem procura carinho e companhia não se interessa por raça ou pedigree! Você vai lá, tira o animal da rua, e lhe dá um lar, em troca ele te presenteia com o próprio coração. Isso é um gesto tão bonito e sincero que não dá pra descrever. No fim todos ganham inclusive a cidade!” diz Maria José Santos, 38 anos, moradora do bairro do Santo Antônio, e dona de três cãezinhos que achou da rua.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A Tradição das feiras livres

 Texto: Cecy Macêdo


Frutas da tradicional Arcca Catedral
Apesar da expansão dos mercados de médio e grande porte, que dinamizam a economia e o comercio de Campina Grande, as tradicionais feiras livres da cidade resistem significantemente a essa expansão, movimentando a economia e trazendo consigo a cultura agrícola, que é uma das principais atividades econômicas da região.
Há 12 anos a Arcca Titão e a Arcca Catedral, uma das maiores feiras livres da cidade, conta com produtos da atividade agrícola familiar advinda do Brejo paraibano. As Arccas, localizadas no centro de Campina Grande, surgiram com o incentivo da prefeitura para tirar os ambulantes das calçadas e aloja-los em um local fixo.
 Segundo AlcindorVilarin, presidente da Agência Municipal de Desenvolvimento (AMDE), órgão responsável pelas Arccas, os comerciantes pagam taxa de condomínio para manter os gastos do local. Já este ano foi feita uma reforma nos banheiros da Arcca Catedral e há projetos para construir um segundo piso para alojar novos comerciantes. Para o presidente as feiras livres não sofrem impactos quanto aos mercados, pois elas fazem parte da cultura da população.
Feirantes e comerciantes da Arcca Titão
“Aqui [na ArccaTitão] são 81 comerciantes, mas apenas 25 são associados, pois eles não têm interesse, e é porque temos convênios médicos. Quando encaminhados pela associação eles ganham de 30% á 40% de desconto nas consultas, fora outros benefícios”, afirma Zaquel de Oliveira, presidente da Associação dos Comerciantes da Arcca Titão. Conforme o presidente, as maiores dificuldades encontradas por eles é a estrutural, a cobertura e a revitalização.
De acordo com Gabriel Medeiros, comerciante da Arcca Catedral há cinco anos, os lugares de comercialização são demarcados e os preços dos produtos são iguais em todas as bancas. O comerciante afirma, assim como o senhor Zaquel de Oliveira, que o maior problema enfrentado por eles é a estrutura do local e acrescentou a falta de segurança no local.
Dona Maria de Lourdes de 63 anos, conta que, vim de Lagoa Seca, cidade onde mora, para Campina Grande comprar verduras e frutas nas feiras livres é uma tradição familiar. “Os produtos daqui [da Arcca Catedral] são melhores e mais baratos do que as verduras e frutas do mercado, e eu me sinto mais a vontade para escolher” afirma à senhora.